A Internet é considerada um dos mais importantes meios de comunicação da chamada Sociedade da Informação e tem o potencial de ser um meio cada vez mais acessível, fornecendo “Universal Information Access”.
No entanto, se as aplicações para a Web não forem pensadas e desenhadas correctamente geram barreiras de acesso que impedem a compreensão dos conteúdos por parte de utilizadores com necessidades especiais, idosos, utilizadores de softwares mais antigos e de assistive softwares. Tal como referiu Tim Berners Lee “The power of the Web is in its universality. Access by everyone regardless of disability is an essential aspect”.
Nos últimos anos tem se assistido a um aumento dos estudos relativos a acessibilidade na Web, principalmente nas áreas de Hypermedia, Sofware engeneering, Multimedia e HCI. Apesar deste aumento de estudos e da visível preocupação sobre acessibilidade, a maioria dos criadores de conteúdos não estão suficientemente atentos nem motivados para as questões de acessibilidade e usabilidade. Num inquérito realizado em 2007, a 605 indivíduos Brasileiros envolvidos na criação de sites, concluiu-se que 48% dos inquiridos não utilizam nenhum método de avaliação da acessibilidade, 39% desconhecem as recomendações do W3C e 30% têm um conhecimento considerado básico em relação às mesmas.
É possível denotar também uma maior preocupação no desenvolvimento de “assistive tecnologies” como leitores de ecrã. Os leitores de ecrã apenas processam informação que pode ser lida como texto logo, imagens sem atributo alt ou tabelas mal construídas tornam-se barreiras para os utilizadores invisuais.
A criação de páginas Web acessíveis a utilizadores invisuais é uma das questões mais comuns ao nível da acessibilidade, já que quando no desenvolvimento de um site são ignoradas as directrizes de acessibilidade, o produto final é completamente inacessível a utilizadores invisuais.
De acordo com Andre Pimenta Freire, Rudinei Goularte e Renata P. M. Fortes a maioria dos estudos realizados na área da acessibilidade centram-se nas directrizes e nas ferramentas e avaliação, abordando tópicos como: testes de utilizadores, alterações experimentais de directrizes, utilizadores invisuais ou de baixa visão e idosos.
Ainda segundo com os mesmos autores, de 2004 a 2006 tem se assistido a um aumento do número de estudos relacionados com acessibilidade e consequentemente um aumento da diversidade dos mesmos.
Fonte: "Techniques for Developing More Accessible Web Applications: a Survey Towards a Process Classification", de Andre Pimenta Freire, Rudinei Goularte e Renata P. M. Fortes.

2 comentários:
É verdade, Rita, infelizmente muitos dos produtores de conteúdos multimédia desconhecem os pontos de acessibilidade quando estão a conceber um produto. Custa bastante ouvir "não prestamos qualquer atenção aos alunos com NEE porque são uma minoria". Design Inclusivo permite abranger todo e qualquer público e parece que as mentalidades ainda não se abriram para essa questão...
Vejo que o Artigo do André Freire foi útil. Óptimo!...
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Remetendo para as palavras da Tânia "Design for All" volto a sublinhar a necessidade de termos na área da Acessibilidade a universidade de Wisconsin como referência ao nível da investigação: http://trace.wisc.edu/projects/
Bom trabalho!
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