Terça-feira, 3 de Junho de 2008

07 | SVG In DAISY

A sigla SVG significa Scalable Vector Graphics. Uma forma interessante de perceber melhor este formato é analisar cada palavra da sigla que o representa.

A palavra Scalable sugere em termos gráficos que uma imagem não esta limitada a um tamanho e na Web significa que determinada tecnologia pode crescer relativamente ao número de ficheiros, utilizadores e variedade de aplicações.

As imagens SVG podem ser aumentadas para qualquer resolução, para que por exemplo possa ser aproveitada toda a resolução de uma impressora e para que as imagens sejam visualizadas da mesma forma em ecrãs de tamanhos e resoluções diferentes. Isto acontece porque os ficheiros SVG podem ser stand-alone graphics ou estar incluídos ou referenciados noutros ficheiros SVG, permitindo assim que a ilustração possa ser construída em partes.

Um Vector contém objectos geométricos, como linhas e curvas. Isto proporciona uma flexibilidade maior do que, por exemplo, formatos raster-only como PNG ou JPEG que armazenam informações sobre todos os pixeis.

A maioria das linguagens representam informação textual, já o SVG permite uma descrição estruturada de vectores e vector/raster Graphics.

O SVG foi criado em 1998 pelo W3C SVG Working Group. Este formato baseia-se na linguagem XML utilizada para descrever vectores estáticos, dinâmicos ou animados.

O SVG é ideal para a criação, distribuição e impressão de imagens visuais ou tácteis (imagens com relevo destinadas essencialmente a pessoas com deficiências visuais).

Actualmente, o SVG apresenta-se como o formato preferencial para ilustrar conteúdo áudio/táctil. Nestes casos, o computador faz a leitura do conteúdo áudio enquanto a imagem táctil é colocada numa ferramenta de entrada sensível ao toque.

O DAISY Consortium considera que ao explorar todas as potencialidades referidas, o formato DAISY ficaria estrategicamente bem posicionado relativamente as tecnologias que requerem componentes áudio/tácteis.

O projecto SVG in DAISY tem como objectivo criar orientações simples e concretizáveis para a integração do SVG no standard DAISY como formato preferencial de conteúdo gráfico.

É essencial que as imagens possam abranger para uma grande variedade de utilizadores e necessidades, incluindo aqueles que necessitam de um diagrama táctil. Para além de ser um formato que permite outputs tácteis e áudio/tácteis, o SVG é também bastante útil para utilizadores que necessitam de aumentar significativamente a imagem para melhor a visualizarem. Por não serem baseadas em pixéis, as imagens ficam completamente nítidas e não há qualquer distorção.

A escolha do SVG como formato de imagens recomendado pela DAISY deve-se ao facto de este ser um formato baseado em texto, que funciona numa plataforma independente e cuja estrutura interna permite anotações textuais extensas e navegação semântica.

Com o desenvolvimento de orientações para a introdução do SVG no DAISY, o grupo de trabalho SVG in DAISY irá dedicar-se a fazer com que o SVG permita o render para uma grande variedade de meios acessíveis, como o táctil, áudio/táctil, voz e outros. Para além disto, este grupo de trabalho irá criar instruções detalhadas para o desenvolvimento de ferramentas que promovam a contínua inclusão do SVG no standard DAISY.

Este grupo irá também identificar e descrever detalhadamente os perfis dos utilizadores, incluindo as suas necessidades específicas, centrando-se em deficiências como: cegueira, baixa visão, deficiências motoras e print-reading disabilities.

No decorrer do desenvolvimento das orientações para a introdução do SVG no DAISY, o grupo de trabalho irá manter contacto com o grupo W3C-SVG, para que o standard SVG não seja alterado. Caso seja necessário, o grupo SVG In DAISY poderá recomendar que algumas modificações sejam incorporadas no standard SVG.

O grupo de trabalho irá desenvolver materiais didácticos e tutoriais com o intuito de explicar como criar conteúdos DAISY utilizando SVG.

O SVG In DAISY preocupa-se também em especificar os métodos de interacção entre os utilizadores de DAISY e o conteúdo SVG, centrando-se principalmente em utilizadores invisuais.

Para existir interacção áudio/táctil é necessária uma cópia táctil e um hardware que permita aos utilizadores obter informações sobre a imagem táctil ou sobre qualquer objecto ou texto que esteja em imagem. O hardware mais utilizado para estas funções é um touch-sensitive pad, onde se pode colocar a cópia táctil. Este hardware envia informações para o computador que depois através do sistema de voz comunica a informação relativa ao ponto indicado pelo utilizador.

As imagens SVG podem conter texto e elementos gráficos, os quais podem ter título e descrição. Em regra, os utilizadores estão habituados a ouvir o título do objecto e depois fazer algo que inicie a leitura da descrição.

Apesar de este tipo de interacção se intitular áudio/táctil, não deixa de ser possível representar em Braille a parte áudio, tornando assim os conteúdos acessíveis a utilizadores invisuais e surdos.

Funções essenciais:

| O utilizador deve ter a possibilidade de ouvir o texto seleccionado;

| O utilizador deve ter a possibilidade de ouvir o titulo de um objecto gráfico quando seleccionado;

| O utilizador deve ter a possibilidade de aceder a informações áudio através de um display braille on-line;

| O utilizador deve ter a possibilidade de pedir descrições adicionais sobre determinado conteúdo;

| O utilizador deve ter a possibilidade de ouvir o título e a descrição da imagem.

0 comentários: